O DRAGÃO ALQUIMISTA



Começo esta Gnóse realçando a esfinge hermafrodita do Dragão Alquimista. Que é a síntese de toda a ciência draconiana. Afinal, o que é a cabala draconiana? E porque a filosofia dos dragões implica de forma colossal entre esta sabedoria? 

Os dragões dentro do conceito alquimista é associado aos elementos, como: o Dragão do Ar, que é o Mercúrio dos Sábios; o Dragão da Água, o sal harmônico; o Dragão do Fogo, o enxofre dos Eruditos; e o Dragão da Terra, sendo representado pelo Chumbo ao qual o Iniciado alquimista, terá que converte-lo no famoso Ouro, que é o resultado da Transmutação Divina. O chumbo representa o processo metálico pelo qual o adepto inicia, sua jornada em direção à níveis Elevados. Além destes elementos, o sangue do dragão é relacionado ao ácido desoxirribonucleico, ou seja, ao DNA, que apresenta a forma de espiral convertida em duas hélices na forma de serpentes que reproduz o efeito de uma escada. Esta ácida estrutura era bem representada por duas serpentes sob o Caduceu na antiguidade. 

O corpo humano é composto por íons metálicos, onde a Alquimia certamente trabalha com estes metais no aprimoramento de refina-los até ao Ouro da Plenitude. O chumbo na alquimia é associado ao planeta Saturno, o Senhor do Tempo para os romanos, e Cronos na antiga Grécia. Um dos herdeiros dessa tradição ao qual chama-se Phillipe d'Oponte, foi o primeiro a classificar o panteão de deuses gregos, ao nosso sistema planetário: Cronos (Saturno), Zeus (Júpiter), Ares (Marte), Afrodite (Vênus), Hermes (Mercúrio), e Selene sendo acrescentada a Lua. Estes deuses também foram personificados em energias cósmicas como aos Santos Anjos alquimistas, que elevam sob suas cabeças arcos ou anéis dourados simbolizando os "Anéis de Saturno" transmutados. Devemos trabalhar com o chumbo fragmentado em nossa matéria e converte-lo no Santo Ouro dos Sábios.  

Os metais sempre simbolizaram energias cósmicas (figurado pelos Santos Anjos),  considerados substâncias vivas no Ser humano. Estes Santos alquimistas estão concentrados em nossa coluna vertebral como vórtices de energia ou Chackas segundo a cientologia hindu. Em tradições mais antigas, estes metais eram divididos em dois grupos, os gerados por Deus e os criados pelo Diabo. Dentro da cognição alquimista, Deus e Diabo são apenas dois estados fracionado ao Ser humano. Ou seja, dois estados de Consciência. Deus sendo um estado Elevado da Consciência, e o Diabo sendo o contraponto de Deus, representado pela liberdade humana materialista. 

O ser humano recebeu o direito de liberdade, considerada tais como direitos naturais, direitos individuais e subjetivos. Este poder foi dado o nome de "Livre Arbítrio". O alquimista tem plena ciência do seu livre arbítrio, porém, sabe que existe uma Liberdade que atua no interior de si mesmo. Que estar na mais preciosa conquista, o de despertar para o Divino!

Na preciosa obra de Carl Gustav Jung intitulada "Estudos Alquímicos" pondera 13 lições sob a ótica da alquimia explicar uma ciência esotérica. Para isso, devemos compreender que a palavra "esotérica" pertence do grego "ESOTERIKO", que significa "o que pertence ao circulo interior". Comparado também ao prefixo "ESO", o que vêm de dentro. Aqui, encontramos uma das preciosas chaves da Alquimia. Pois é a ciência que estuda o que estar oculto (ocultismo), o que encontra-se habitando dentro de nós mesmos. 

"Eis que o reino de Deus, não vem com a aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. Pois o reino de Deus estar dentro de Vós". 
(Lucas 17; 20 - 21)

Verso magnífico de Lucas, que aponta a Síntese alquimista para este Dragão sagrado. Este Dragão é Lúcifer, como revela o próprio Carl Jung em suas 13 lições sobre "O Dragão Alquimista":

"Esses quatro Dragões são os quatro aspectos de Lúcifer, o protótipo original do Homem-Anjo (Andrógeno) e da Besta, em seu aspecto primitivo, primordial e superior. O Dragão alquímico, ou Lúcifer, é o Dragão iniciador da Luz e das Trevas que são elementos unificados, resultando na Consciência espiritual e na aquisição de sabedoria (Sophia)". 

(Carl Jung: Dragões da Alquimia - Estudos Alquímicos)






Neste mesmo capitulo, Jung explica o hieróglifo do Dragão ser a representação dos quatro elementos onde o Dragão alado, é tratado como o Dragão Luciférico, carregando poderes do elemento Ar, o Mercúrio dos Sábios. O mercúrio segundo a cosmovisão alquimista é tratada como a mente do homem. Assim como no Hermetismo, a mente humana é prenunciada pelo aspecto do Dragão Poimandres, que iniciou Hermes na inspiração das Tabuas Esmeralda. A tonalidade das pedras de esmeralda é esverdeada, como destaca a derme esverdeada dos Sagrados Dragões.  O mercúrio, apesar de simbolizar uma forma baixa de consciência, que é o pensamento, também representa uma forma elevada de discernimento que é quando alcança-se o estagio de Iluminação. Por isso, os alquimistas tratam a respeito do DUPLO MERCÚRIO, e compreendem sua missão de preparar o "mercúrio de Mercúrio". 



Conforme mostrado no livro "Mysterium Coniunctions" de Carl G. Jung: "O Dragão, é também a personificação do Enxofre e é de longe o elemento masculino. Como se diz que o dragão fecunda-se engolido sua própria cauda, então a cauda é o órgão sexual masculino enquanto a boca é o órgão sexual feminino". 
 
Aqui encontramos a Auto-Realização alquimista que defini o processo integrada a Grande Obra obtida através do símbolo de Ouroboros, um emblema inteiramente sexual. Que é quando trabalha-se com a Nona Esfera da Árvore da Cabala - Yesod. O fundamento que anexa a um forte símbolo sexual obtém a exata forma de uma Serpente enroscada sobre a coluna vertebral. Lá, é onde os Santos Anjos Alquimistas trabalham pela senda do Grande Arcano. O Maior de todos os mistérios da Alquimia! 
Confira uma porção deste segredo analisando também meu teorema a respeito da "Natureza Draconiana".


Esta serpente é associada a uma energia sexual chamada Kundalini, um fenômeno bioelétrico  adormecido entre a base da espinha dorsal. Esta energia quando ativa, conecta com sentimentos, habilidades, emoções e poderes adormecidos envolta de nosso sistema nervoso central. O venerado mestre da Gnosis contemporânea Samael Aun Weor declarava ser a "Serpente ígnea de nossos mágicos poderes". O processo do despertar desta Energia ofidiana resulta na elevação da Consciência e a grande expansão Espiritual, atingindo a Auto-Realização pessoal gerando o estimulo na abertura do grande Olho que tudo Vê, relacionado a nossa glândula pineal. 
A vivencia do despertar desta força extremamente sexual, inaugura no grande poder do Dragão Luciférico, o Homem-Anjo no seu estado terrivelmente Divino! 
Assumindo o papel do Dragão Alquimista, pois se conectou com seu Elo perdido. E que nos revela o sentido da palavra "Alquimia". Que provém do prefixo árabe AL correspondente a Deus Alah, e KHIMIA, que significa, "conectar", "fundir", "conciliar" etc...


Precisamos nos reconectar com o Divino!!!
Segundo os yoguis, o despertar dessa força terrivelmente sexual provocam efeitos como na acentuação da clarividência, telepatia, intuição aguçada e entre outras virtudes que implicam na Ascensão humana. Esta energia em forma de Serpente, é uma Serpente Flamífera que parte do chakra básico, localizado no cóccix da coluna vertebral. O ascenso dessa Energia era fortemente representado pelo Caduceu de Hermes, que deu origem ao símbolo da medicina. E que as mesmas serpentes sobre o Caduceu, remonta as duplas hélices do DNA. A dupla hélices do DNA compõe nucleotídeos na forma de escada, que desenvolve-se a partir desse processo Al-químico. Este símbolo era fortemente representado pelas escadas de Brahma no hinduísmo; o mesmo indumento era propositalmente oferecido no simbólico sonho de Jacó, quanto a escada notada em sua intima visão no astral. Esta mesma escada era reverenciada pelos egípcios quanto a simbólica escada do deus Osíris. E vários outros exemplares que inclui escadas definem vários vestimentas religiosas para o mesmo significado, a Ascensão da Supra Consciência através da Grande Obra alquimista. Este é um dos fortes legados da maçonaria quanto a imagem da escada rumo a fenda que demostra o Olho que Tudo Vê. 



O Grão Mestre na maçonaria segundo essa tradição é aquele que atingi o grau 33, relacionado a trigésima terceira vertebra perante a qual, a Energia Serpentina se conecta, ao grau mais alto maçônico. Dessa maneira, compreendesse também a narração gnóstica em questão de Yeshua, que encarnou o Cristo, alcançou o mestrado alquimista atingindo a iluminação humana, crucificado ao Gólgota (lugar da Caveira) aos 33 anos, simbolizando o número mestre da Ascensão Divina. O poder da Serpente se eleva pela coluna vertebral através da Kundalini (localizada em nosso sistema nervoso central) diretamente para o cérebro, o lugar do Gólgota, conhecido também como "O lugar da Caveira" equivalente a forma craniana. Este é o caminho alquímico para Iluminação, o lugar onde Cristo peregrinou pela senda do Grande Arcano, atingindo a Salvação (Yeshua) pela morte do Ego, que são nossos "eus psicológicos" atravessando o Axis Mundi rumo a regiões eternas não mais reféns do tempo.



Durante a passagem do tempo, no século 8 d.C, o Salvador sempre era reverenciado por uma Serpente numa cruz, um símbolo que era bastante tradicional pelos antigos alquimistas e gnósticos, sendo conhecida como a Serpente crucificada. Esta insígnia alquimista era codificada como ARCANO A.Z.F. O que na realidade eram letras que compunham o devido sentido para magia sexual. Confira este arcano e muitos outros assuntos relacionados, acessando o diretório link do nosso grupo Serpentarius, no facebook.

O culto a Serpente está em reverenciar o Cristo Íntimo, o Sétimo Sentido alquímico para o Grande Olho que Tudo Vê, a Íntima conciliação com o Divino. Manifestando o Ser Superior da Luz-Lúcifer, o Dragão iniciador da Luz e das Trevas, a Consciência Espiritual e a aquisição de Sabedoria!

"Eu sou a descendência de Davi, a Resplandecente Estrela da Manhã (Lúcifer)". 
(Apocalipse 22; 16) 



Quânticos Fraternos Abraços.

Autor Emissário: Frater NEO 

Arte A Escada de Jacó - William Blake.









 








 

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